domingo, 21 de março de 2010

Preciso falar sobre o Kevin e com...

Caso não encerrada: O encaro e vejo nele refletida a minha imagem de ser medíocre junto a pensamentos dignos de Kevin; sua expressão debochada e indiferente a mim torna todas as palavras apagadas serem reeditadas repetidas vezes. Não o vejo mais com os olhos vendados e sim com intuição da verdade que há por trás do seu brilhante papel, ao qual Eva já teria descoberto há tempos. Não se encaixa no papel de vilão, não se encaixa no papel de mocinho...está mais para um tremendo figurante, tentando não chamar atenção para, enfim, pronunciar o seu "foda-se" e, antes que isso aconteça, quando tento qualquer tipo de abordagem recebo um "Nã-nã, NÃÃÃ-nã nã...!" - totalmente monótono - em resposta. Mantenho distância num ato de caridade ao meu bem-estar, já que ao saber que o indivíduo se encontra no mesmo ambiente que eu, minhas pernas desabam e eu fujo pela saída dos fundos. A porta de emergência, como sabemos, deixarei para usar numa tal ocasião da qual não poderei me livrar, mas está lá, pronta para acontecer.
Sem saber o que é essa falta de sentimentos me antecipo a perdoar tudo o que ele não fez e me acusar de ter feito tudo se tornar real, porque, apesar de tudo, ainda tenho os braços abertos caso ele decida começar a mostrar quem é, não o que é, contrariando os meus registros. Por enquanto, os braços desse estranho se mantêm cruzados, até quando...eu não sei!
Assim como não consegui odiar a Kevin, também não consegui odiá-lo, por mais que tenha tentado, fiz questão de nem tentar, afinal, esqueci o que ele era antes mesmo de me lembrar seu nome.