sábado, 3 de outubro de 2009

“Felicidade só é verdadeira quando compartilhada”

A minha noção de liberdade é escassa, sem compromisso.
Vejo-me parada em meio a tanta gente a tanto barulho a tantos prédios
vejo a beleza em cada centímetro de construção.
A cada passo que me torno mais conhecedora do mundo
ou a cada passo que me torno menos livre da consciência humana,
encontro-me mais sozinha.
Isso poderia significar um mundo de oportunidades,
mas a independência é ruim de ser aproveitada daqui,
onde posso ir a qualquer lugar e fazer o que quiser

em meio a toda essa solidão - libertei-me! 
Dancei. Cantei. Amei. Vivi.
Ninguém estava olhando, eu e meu vasto mundo

de sabedorias e vontades que cabe em apenas um cômodo.
(Sou obrigada a ir com a multidão, seja ela qual for, e a cada movimento sinto-me mais enjaulada por meus devaneios jamais espalhados, assim, minha existência vai desaparecendo e se transformando em cinzas. Desistência. Não se pode lutar contra a própria natureza, então me desfiz. Um ser vazio quando acompanhada; um ser vivo quando abandonada...desse engodo, reinvento-me e faço da convivência a minha rotina sem escapatória, da barraca a minha fuga sem restrições.)

Vou-me, modificando e crescendo, enquanto os meus momentos incompartilháveis vão sendo descobertos
e divididos entre mim e o resto de mim........................
minhas partes ilimitadas