sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Pardal

És diferente; perdido no meio de um bando. Em um certo momento bobo, um palhaço quase forçado demais, noutro sério, temperamental, ser comum. Então, as palavras tomam conta de teu eu...e elas lavam tua alma, não é mesmo?! Pássaro irreal – para muitos – aquele que narra teus textos, tua imaginação. Um homem com tua juventude é o que te tornas, a visão fantástica vai além, bem além, de tua visão cega, nem precisas dela, mas será que tens a ciência disso? Voas, vais longe. Revolta, angústia, paixão, desilusão, sonho. Agora teu vôo é baixo e impreciso, sabes, ao menos, onde estás indo? Queres pousar, mas andas indignado com o mundo, o teu mundo. Torturado és por ser assim...tão...tão...nômade de tuas posses, de teus jeitos variáveis.
Esconda teu bico entorpecido e abra tuas belas penas em movimentos repetitivos, lentamente. Ah, é uma bela cena...um único instante de esclarecimento, tu ficaste transparente, mas logo fechas as asas para viver em pensamentos ininterruptos, exclusivamente teus. Lá se vê o pequeno pardal novamente, seguindo o fluxo habitacional, pois é algo penoso ir contra o vento. Já saíste de tua casca, mas pareces continuar querendo te esconder dentro dela, deixes tuas palavras te seguirem e tomarem conta de ti; espalhe-as por aí...
Sais de teu ninho e alcanças alto vôo que tua terra sempre espera a hora de tua volta, sempre diferente, sempre mais completa.