terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Vivo sem ter vivido

Tenho medo e me permito dizer que não sei exatamente do que. Acho que minhas escolhas e os caminhos que percorri me trouxeram até esta onda de incerteza que é o agora, e, às vezes, a única certeza que eu tenho é que vivo em um presente irreal, como um futuro previsto...
Vivo um romance ideal, um comparado às grandes paixões, ou uma mistura de todas elas.
Vivo um ser de outro país, onde eu me satisfaço com o fato de ser livre e não ter fronteiras separando a estória da história.
Vivo sem ter me corrompido ao comodismo habitual...as quatro paredes do meu quarto são insuficientes à minha visão e ainda mais à minha ambição sonhadora.
Vivo uma amizade que supera preconceitos e, principalmente, o tempo.
Vivo o tempo como uma cápsula que deveria ter sido encontrada há anos...sou um tanto futuro do pretérito.
Vivo sem definições...aquilo que é, pode também não ser e, quem sabe, talvez, até um meio termo.
Vivo sem a teoria da inércia...o que me move é a idealização, e também, é o que me faz estática.
Vivo em constante pausa...para pensar em todos os tempos verbais.
Vivo em abstinência...somente porque exige coragem.
Vivo sem ter vivido todas as lembranças daquilo que ainda nem, ao menos, senti.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Contorno de um momento

Coisas tão passageiras essas que me preencheram até agora; nada parece ser controlado e aquela sensação de agarrar o momento passa rapidamente. Se pisco os olhos, quando os abro novamente já estou deitada em minha cama rindo do que se sucedeu naquela noite.
No dia seguinte é sempre mais estranho, tenho a leve impressão de já estar longe daqueles fatos. Após algum tempo é ainda
 pior - Apenas fruto da minha imaginação? - e então, já não dá mais para distinguir se foi um sentimento momentâneo ou passageiro.
Mas uma coisa é certa: Eu volto a sorrir cada vez que lembro do simples contorno daquele momento.