sábado, 26 de julho de 2008

Grandiosidades disfarçadas

Inocentes de nossas realidades, somos todos seres humanos consumidos por fraquezas e vaidades. Olhamos para o horizonte tentando enxergar a beleza mais pura que não nos foi apresentada. Diante das tantas circunstâncias, as quais vão além do nosso entendimento, criamos esperança e a ela nos prendemos por inteiros.
Esperamos que nossos planos aconteçam exatamente como planejados, mas cada segundo de nossas vidas é inesperado e tudo aquilo que nos surpreende é tudo o que queríamos, mas não sabíamos como desejar.
Com nossa arrogância tentamos afastar a simplicidade tão mínima e tão significante em nosso ser. Carregamos essas máscaras pelo simples medo de conhecer o inexplicável, de viver todos esses momentos simplórios e, principalmente, pelo medo de abandonarmos o mundo que construímos ao nosso redor, aquele tão vasto, tão cheio de ambição. Então abraçarmos o pequeno mundo que se vê pela janela de nossos quartos.
No final do dia, finalmente, podemos ver que temos algo em comum; tudo o que procuramos são essas grandiosidades disfarçadas, tão simplórias e errantes.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Pequenos pontos luminosos

Milhões de luzes acesas,parecem pequenos pontos luminosos. Penso nas tantas histórias por trás desses pontos,todas acontecendo ao mesmo instante, e eu (e você) não temos o controle sobre absolutamente nada. É impressionante como, a meu ver, um mundo inteiro gira em volta de mim sem que eu o consiga entender.
Pessoas morrendo, bebês nascendo, amigos se reunindo após uma longa semana de trabalho, uma mãe dizendo à filha o quanto a ama, um casal brigando em sua primeira noite morando juntos, um pai espancando seu filho...Tudo isso em uma fração de segundos,tendo eu,assim,de conviver com o simples fato de que não sei nada, não conheço nada, que vivo com minhas mãos atadas sentindo-me impotente.
Momentos insignificantes para a humanidade,esses tantos que me afetam,e nem chego a ter conhecimento deles. Provavelmente nunca terei. É repulsivo dizê-lo,mas a verdade é que conforta-me saber que faço parte de uma sociedade tão cega quanto eu,porém pergunto-me se fomos cegados pela opressão, ou, se nós,simplesmente, nos recusamos a enxergar.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Apenas idealizações, talvez já afundadas...

Os dias viraram uma eternidade
pareço um ser observedor
A vida passa pelos meus olhos
não percebo nenhuma mudança

Vivo para recordar
sigo atentamente a farsa da qual presencio
Perante às circunstâncias
permaceço quieta

Com o pensamento de uma conquista
a conquista de superar
a conquista de agir
a conquista de realizar

Sonhos que não se tornam realidade
vivo atrás de uma neblina
ora neblina preta, ora neblina branca
Meus medos não consigo enfrentar

A luz se apaga
agora estou sob a verdade
aquela que omito
Tediosa a vida sem riscos
julgada pelos de cima

Listas que não param de passar
como o cast de um filme
Lágrimas secas pelo costume
A confiança foi deixada pra trás
e se hoje levo esse sorriso
é porque já chorei demais.